O atendimento proativo da Justiça representa o olhar de alteridade para às especificidades das demandas apresentadas pela comunidade
Conciliação sobre posse de terra envolvendo mais de 50 famílias é realizada em Porto Walter
Na última semana, foi realizada uma conciliação na área rural que era objeto de litígio envolvendo mais de 50 famílias. Para tanto, o juiz Erik Farhat partiu de Cruzeiro do Sul, com apoio da Marinha do Brasil, e navegou por quatro horas pelo Rio Juruá até Porto Walter.
A missão foi apoiada pelo promotor de Justiça Iverson Bueno e o defensor público Gerson Boaventura. Deste modo, a audiência de instrução foi realizada na Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Borges Aquino.
A posse da terra gerava um conflito constante na localidade, que se tornou ainda mais complexo pela quantidade de pessoas envolvidas. Inicialmente, a pauta foi tratada por videoconferência – procedimento adotado durante a pandemia de covid-19 – no entanto, tendo em vista a necessidade da solução e o impacto na realidade local, houve a disposição de levar o atendimento para o modo presencial.
A Justiça foi além dos limites do fórum e esse encontro com a comunidade a fez se materializar da melhor forma possível. Muito embora os ritos tenham sido preservados para a garantia da segurança jurídica, ou seja ocorreu o registro e gravação dos depoimentos das testemunhas, por exemplo, a proatividade foi imprescindível para que o diálogo resultasse em pacificação social.
“A presença física do Poder Judiciário, no extremo das comarcas, nos municípios longínquos, arrefece os conflitos. É uma prática que caminha firme em direção à cidadania”, assinalou o magistrado.
O resultado foi a cessão de alguns hectares por uma parte e o compromisso de não estender a posse pela outra parte. A conciliação se encerrou com a assinatura do Termo de Homologação e a consequente regularização fundiária será formalizada pelo Instituto de Terras do Acre. (Processo n° 0702628-18.2017.8.01.0002)

