Objetivo é empregar as qualidades da boa linguagem jurídica, bem como compreender os fundamentos do Pacto Nacional da Linguagem Simples
A Escola do Poder Judiciário do Acre (Esjud) deu início ao curso “Linguagem Simples: Atualização em Português Jurídico”, com o professor Eduardo Sabbag. O objetivo da atividade – que se estende até a sexta-feira, 13 -, é capacitar profissionais da Justiça para aplicar os princípios dessa modalidade na produção de textos jurídicos, com domínio das normas gramaticais atualizadas, ortografia e acordo ortográfico vigente.



O desembargador Luís Camolez procedeu com a abertura oficial da agenda, da qual participa também como aluno. Ao destacar o protagonismo da Esjud, que idealizou, planejou e executa o curso, ele assinalou a necessidade de uso da linguagem simples na Instituição. “Facilita não apenas o trabalho no dia a dia de magistradas, magistrados, servidoras, servidores, colaboradoras e colaboradores com mais clareza, objetividade e eficiência, mas também amplia o acesso dos cidadãos à Justiça”, disse.
O diretor do órgão de ensino também ressaltou que um dos pilares da atual gestão é o acolhimento. “Quanto mais uma instituição utiliza a linguagem simples, tanto mais será inclusiva e humana”, concluiu.
Eduardo Sabbag considerou uma satisfação retornar ao Acre, onde esteve há mais de uma década. Segundo o professor, a ação educacional assume relevância porque a linguagem é o instrumento principal para “o fazer jurídico”, sobretudo nos despachos, decisões e sentenças, além de outros documentos oficiais.
O doutor em Direito Tributário e também em Língua Portuguesa salientou que sem a leitura constante e o uso de fontes qualitativas e confiáveis de informação, é ‘impossível’ aperfeiçoar-se na atualização do português jurídico e no domínio do vernáculo. “A maioria das pessoas hoje tem como fonte principal de informação o WhatsApp”, criticou, antes de iniciar o curso.
O professor Sabbag presenteou o desembargador-diretor Camolez com o livro “Manual de Português Jurídico”, A obra oferece soluções para as dúvidas mais comuns do ambiente forense, lançando mão de uma abordagem leve e objetiva de exposição que, aliás, é característica marcante do autor.
Importância e modalidade
Com carga-horária de 20 horas-aula, o curso é todo realizado em modalidade presencial na sede do órgão de ensino. A atividade vai ao encontro da Recomendação nº 144/2023 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e propõe a análise dos aspectos técnicos e estéticos do português jurídico, com foco na superação dos principais problemas da redação forense. Também visa identificar e empregar as qualidades da boa linguagem jurídica, bem como compreender os fundamentos do Pacto Nacional da Linguagem Simples.