Para auxiliar no saneamento dos processos, transcrições de audiências e análise de documentos judiciais, equipe de Tecnologia do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) criou a ADA, Assistente Digital Ampliado
O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) lança na próxima terça-feira, 12, às 13h30, no Pleno, a primeira inteligência generativa criada pela equipe da Secretaria de Tecnologia da Informação e Comunicação (Setic) do Judiciário estadual. O nome da ferramenta é ADA, Assistente Digital Ampliada. Ela serve para auxiliar no saneamento dos processos, nas transcrições de audiências e na análise de documentos judiciais, com a ajuda de ferramentas de inteligência generativa.
O presidente do Tribunal estadual, desembargador Laudivon Nogueira, destacou a vanguarda do Poder Judiciário do Acre, comprometido em criar soluções para o aperfeiçoamento dos serviços e a promoção de direitos. Afinal, a ADA foi criada e desenvolvida pela equipe da Setic. Para Nogueira, a Assistente é o emprego das ferramentas tecnológicas em benefício do atendimento à população.
“O Poder Judiciário vive uma constante evolução tecnológica com foco principal nos jurisdicionados. Com o avanço das ferramentas de inteligência artificial, nossa equipe da Secretaria de Tecnologia da Informação desenvolveu a ADA, que vai auxiliar na análise dos processos e, com isso, aumentar a celeridade dos julgamentos e a produtividade”.
A ADA foi construída para usar somente dados da Justiça acreana e vai operar de maneira isolada, dentro da rede do TJAC, para garantir a segurança e a proteção de todas as informações. A Assistente ainda tem um módulo que retira todas as informações pessoais das peças analisadas, que a equipe técnica chamou de anonimizador, e que protege dados sensíveis como nomes, números de documentos pessoais, e-mails, telefones e endereços contidos nos documentos submetidos à análise pelo sistema.
A ADA tem o objetivo de aumentar a celeridade nos julgamentos, realizando a checagem dos documentos e o resumo das principais informações de uma peça. Mas, o trabalho analítico e decisório continua sendo executado por servidoras, servidores, magistradas e magistrados. Tanto que não há possibilidade de criar novos comandos – os chamados prompts. O próprio sistema oferece um conjunto de opções para serem aplicadas aos documentos em análise.
Apenas a equipe da Justiça poderá utilizar a assistente, e já está sendo planejada a integração da ADA ao eproc, o novo sistema de trâmite processual que está sendo implantado nas unidades do Judiciário.
O principal benefício do emprego da ADA é a melhoria na produtividade, julgando mais processos em menos tempo. Com isso, o TJAC implanta mais uma ferramenta de inovação com responsabilidade, segurança e foco na melhoria dos serviços prestados à população.