Mitos e verdades do câncer de mama são apresentados à servidoras e servidores do TJAC

Atividade fez parte do Dia D de combate e conscientização sobre câncer de mama, dentro da campanha Outubro Rosa e ainda abordou importância sobre autocuidado e acolhimento institucional das mulheres

Você sabia que o câncer de mama é a principal causa de morte por câncer entre mulheres no Brasil? Mas, que é o de mais fácil prevenção? Pois é, a doença, apesar de agressiva, quanto mais cedo for detectada, mais chance de cura. Com esse alerta para conscientização sobre importância de exames regulares, o mastologista Sidney Rogério Alves de Oliveira iniciou sua palestra sobre mitos e verdades do câncer de mama, nesta quinta-feira, 14, para servidoras e servidores do Poder Judiciário do Acre.

A atividade, promovida pela Coordenadoria de Bem-estar e Saúde do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), foi realizada como dia D de combate e conscientização sobre esses tipos de câncer: mama e de colo de útero. Tudo preparado com cuidado, música ao vivo, uma caixa gigante da boneca Barbie para fotos, brinde e lacinho rosa para chamar atenção para necessidade do cuidado com saúde das mulheres, nesse mês de campanha, o Outubro Rosa.

O presidente do TJAC, Laudivon Nogueira, a ouvidora da Mulher do Judiciário, a desembargadora Denise Bonfim, a juíza auxiliar da Presidência Louise Kristina, coordenadora Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cosiv) também compareceram a palestra realizada no auditório da Escola do Poder Judiciário do Acre (Esjud), com participantes presenciais e também por vídeo conferência. A transmissão online foi disponibilizada para que pessoas do interior pudessem acessar essas informações.

Atenção regular à saúde é essencial para prevenção, enfatizou o desembargador-presidente, na abertura da palestra. “Hoje chamamos atenção para essa situação que exige nosso cuidado. Prestemos atenção a nossa saúde. Precisamos estar atentos, chamar a atenção das pessoas e temos que continuar incentivando o autocuidado, prevenção com saúde”.

Mitos e verdades

Entre os mitos e verdades apresentados pelo palestrante Sidney Rogério estão: no início o câncer de mama não provoca dor; homens podem ter essa doença; prótese de silicone não aumenta risco de câncer, apenas dificulta a detecção; mesmo tendo exame de mamografia normal é preciso se preocupar sempre e fazer exames de rotina.

O médico da Cobes, Fabrício Lemos, trouxe algumas dúvidas comuns para o mastologista responder e a plateia pode participar. Mas, o recado mais crucial foi: “realizem mamografia e exames de rotina”. Os profissionais da saúde explicaram que a rede pública ampliou o espectro de atendimento na área, para que mulheres a partir dos 40 anos já possam fazer a mamografia. Mas, a Sociedade Brasileira de Mastologia recomenda 35 anos de idade.

A servidora da Divisão de Planejamento Institucional da Secretária de Governança e Gestão Estratégica (Segov), Thays de Souza e Souza, comentou sobre a importância de explicar e desmistificar informações. “Ele foi bem ao ponto, ao discorrer sobre os mitos e verdades. Nós temos esse medo da palavra câncer. Então, temos que pegar sempre informações, fazendo o autoexame, os exames médicos regulares. É com essa finalidade de amor e autocuidado que realizamos essa ação”.

Sobrecarga física e mental

Integrando as iniciativas na área, a juíza Louise Kristina falou sobre autocuidado e acolhimento institucional, voltado a atender as mulheres. A magistrada dissertou sobre como o machismo estrutural afeta a saúde das mulheres, as sobrecarregando, estereotipando e impondo diversas formas de violência.

“Nós mulheres não somos obrigadas a dar conta de tudo. Nós não somos demandas a resolver tudo. Ser a mulher maravilha cansa.  Nós temos jornada triplas, quádrupla. Mas, a que custo? A vista da nossa saúde? Nós somos as vítimas, mas ainda assim acreditamos que a culpa é nossa. Nós sofremos tanto a misoginia, que tem pessoas que tem raiva de ouvir a voz da mulher do seu lado. Vivemos em uma sociedade que a mulher é morta pelo fato de ser mulher. Todos os tipos de violência contra mulher aumentaram, conforme dados de 2024, divulgados em 2025”.

Mas, mesmo diante desse cenário, a magistrada apontou caminhos de enfrentamento e cuidado das mulheres, como aqueles disponibilizados pelo TJAC: Ouvidoria da Mulher, sala de acolhimento no prédio dos Juizados Especiais na Cidade da Justiça de Rio Branco, a Cartilha sobre a Lei Maria da Penha com todos os canais de denúncia e da rede de apoio. Afinal, como concluiu a juíza, “o Outubro Rosa traz essa possibilidade de auto cuidado. Olha o tanto de coisa e barreiras que temos que superar.

Fotos: Elisson Magalhães/Secom TJAC

Emanuelly Silva Falqueto | Comunicação TJAC

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