31ª Semana Justiça pela Paz em Casa se encerra com acolhimento de vítimas de violência doméstica

Mulheres puderam compartilhar experiências, tirar dúvidas e fortalecer a autoestima em um espaço seguro de diálogo e escuta

O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), por meio da Coordenadoria Estadual das Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cosiv), promoveu a roda de conversa “Minha Voz, Minha Força”, com mulheres vítimas de violência. O encontro ocorreu na manhã desta sexta-feira, 28, no Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) Manoel Julião, em Rio Branco.

A iniciativa busca promover um espaço de acolhimento, reflexão e fortalecimento da autoestima e da autonomia das mulheres em situação de violência, por meio do diálogo e de dinâmicas simbólicas que valorizem suas histórias. E foi mediada pela assessora da Cosiv, assistente social Amália Costa, a psicóloga Cleudina Gomes e a estagiária da Vara de Proteção à Mulher, Natália Alexandre.

A ação marcou o encerramento da programação da 31ª Semana Justiça pela Paz em Casa. Durante toda esta semana, diversas atividades foram promovidas, como: o acompanhamento do fluxo de gestão dos casos de homens agressores monitorados por tornozeleiras eletrônicas; realização de 200 audiências de violência doméstica e familiar; a formação de profissionais da Segurança Pública no atendimento de vítimas de agressão; e a promoção do projeto Produzindo a Liberdade, voltado à ressocialização de reeducadas.

Orientação e acolhimento às vítimas

Durante a roda de conversa, as mulheres puderam compartilhar suas histórias sem julgamento, onde compartilharam os tipos de agressões sofridas, os sinais que as alertaram e como reconheceram serem vítimas de violência doméstica e familiar. Também falaram da importância da denúncia e do apoio recebido pela Rede de Proteção à Mulher.

Elas ainda sanaram dúvidas sobre a medida protetiva, ferramenta de natureza jurídica utilizada para garantir a integridade física, emocional e moral da mulher vítima de violência, e acerca do funcionamento de serviços especializados de proteção, por exemplo, a Central de Atendimento à Mulher, que oferece orientação jurídica, acolhimento, no registro e encaminhamento das denúncias aos órgãos competentes.

Uma das participantes relatou a importância do encontro para sua compreensão. Contou que chegou ao espaço com dúvidas e inseguranças, mas saiu fortalecida. “Aqui nós falamos sobre os nossos direitos, sobre o que é violência contra a mulher. Para mim, foi muito importante estar aqui hoje. Coisas que eu não sabia, e agora eu sei”, disse.

Por fim, ela destacou o acolhimento que recebeu e a necessidade de que ações como essa sejam contínuas. “Eu achei ótimo. Eu queria até que continuasse, porque eu preciso disso, entendeu? De ter esse bate-papo aqui com o pessoal”.

Fotos: Elisson Magalhães/Secom TJAC

William Klismann Liberato Azevedo | Comunicação TJAC

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