Iniciativa encabeçada pelo TJAC reforça o compromisso com a dignidade, o empoderamento e a reintegração social
A Unidade Prisional Feminina de Rio Branco viveu, na noite desta segunda-feira, 22, um momento marcado por sensibilidade, reflexão e esperança, com a realização da cerimônia do acender das luzes de Natal. A iniciativa foi encabeçada pelo Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), em parceria com a Prefeitura de Rio Branco e o Instituto de Administração Penitenciária do Acre.
O evento contou com a presença da vice-presidente do TJAC, desembargadora Regina Ferrari, além de magistradas e magistrados, representantes do Iapen, policiais penais, servidores e convidados, que prestigiaram a programação especial preparada pelas próprias mulheres privadas de liberdade.
Como parte da celebração, as internas apresentaram a peça teatral Natal pelo Avesso, espetáculo que trouxe uma mensagem de reflexão sobre o amor, a empatia e a possibilidade de recomeço. A encenação foi construída a partir de atividades desenvolvidas dentro da unidade, com o envolvimento direto das reeducandas e o apoio de servidores.

O diretor de Reintegração Social do Iapen, André Vinício Assis, destacou que a ação integra uma política de valorização do trabalho, da arte e da socialização dentro do sistema prisional. Segundo ele, a iniciativa representa um momento importante de desenvolvimento pessoal e coletivo para as internas.
“A apresentação teatral foi implementada pelos próprios servidores da unidade feminina e apresentada pelas internas. Para elas, é um momento muito importante, de reflexão, de desenvolvimento por meio da arte, especialmente neste período de final de ano. A tendência é que, no próximo ano, possamos avançar ainda mais nas políticas voltadas ao trabalho e à socialização dessas pessoas”, afirmou.
Ao comentar a iniciativa, a vice-presidente do TJAC, desembargadora Regina Ferrari, ressaltou o papel transformador da arte no fortalecimento da autoestima e do empoderamento das mulheres privadas de liberdade.
“Esse momento foi muito rico e mágico. A arte dramática traz empoderamento, tanto para quem assiste quanto para quem participa. Aqui, elas se encontram em situação de vulnerabilidade, mas, por meio do teatro, se colocam em um lugar de importância, refletindo sobre a própria vida e sobre a mensagem da peça, que foi excepcional e fala do exercício do amor”, destacou a magistrada.
A desembargadora também elogiou o trabalho desenvolvido pelo Iapen e pela equipe da Unidade Prisional Feminina, reforçando a importância de ampliar ações que promovam dignidade, inclusão e ressocialização.
A cerimônia foi encerrada com o acender das luzes da árvore de Natal instalada dentro da unidade e a confraternização entre participantes, simbolizando um gesto de esperança, acolhimento e compromisso com a reintegração social.









Fotos: Elisson Magalhães/TJAC