Judiciário acreano aposta na metodologia dos “Dois Erres” para aprimorar gestão

Curso realizado pela Esjud busca superar modelo burocrático e tornar serviços mais ágeis e eficientes

O Tribunal de justiça do Acre (TJAC), por meio da Escola do Poder Judiciário do Estado do Acre (Esjud), promove, entre os dias 24 e 27 de fevereiro, o curso “Gestão para os Dois Erres: Relacionamentos e Resultados”, ministrado pela juíza federal da 4ª Turma Recursal do Rio Grande do Sul, Ana Cristina Monteiro.

A abertura do curso ocorreu na tarde desta terça-feira, 24, no auditório da Esjud, em Rio Branco. O evento contou com a participação do presidente do TJAC, desembargador Laudivon Nogueira, de juízas e juízes, além de servidoras e servidores da área de gestão e governança.

A formação faz parte das medidas adotadas pelo Judiciário acreano para superar a abordagem burocrática tradicional, que resulta em rigidez e lentidão operacional. A instituição, agora, busca inserir metodologias e fluxos de trabalho mais ágeis e responsivos. Ou seja, focado na melhor eficiência e nas necessidades do cidadão.

Durante a agenda, o presidente do TJAC, desembargador Laudivon Nogueira, ressaltou os esforços da Administração para transformar o dia a dia organizacional da instituição, com a adoção de novas tecnologias e na formação dos profissionais. Afirmou que a metodologia dos “Dois Erres” atende melhor às demandas da população, pois permite uma proximidade, no caso de magistradas e magistrados, com a realidade e a necessidade do cidadão.

“Nenhuma transformação organizacional vai à frente com êxito, se nós não investirmos em pessoas. E é nesse ponto que nós estamos aqui, para repensar a gestão de pessoas. Então, eu gostaria muito que os colegas se empenhassem em aproveitar ao máximo desse curso”, disse o desembargador-presidente.

A responsável pela formação, juíza Ana Cristina Monteiro, destacou o diferencial da metodologia “dois erres” em comparação com a abordagem burocrática tradicional. “Quando o aprendizado é apenas expositivo, é muito mais difícil aplicar na prática. Não há transformação efetiva. Por isso, fazemos um link forte entre teoria e prática”, afirmou.

Segundo a magistrada, a expectativa é que os participantes dos cursos saiam com instrumentos concretos para aplicar em suas realidades, seja na administração ou no dia a dia jurisdicional. “Eles refletem sobre o que faz sentido para sua equipe. Alguns podem utilizar elementos da justiça restaurativa; outros, a matriz de gerenciamento do tempo. Cada um vai identificar o que é aplicável ao seu contexto”, informou.

Fotos: Gleilson Miranda/Secom TJAC

William Klismann Liberato Azevedo | Comunicação TJAC

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