Infância Literária: TJAC incentiva leitura e cidadania entre crianças e adolescentes do Acre

Em sua 5ª edição, o projeto, desenvolvido pela Coordenadoria da Infância e Juventude do TJAC, reafirma o hábito da leitura como um pilar para o desenvolvimento educacional e social da infância e juventude no estado

A Coordenadoria da Infância e Juventude (CIJ) do Tribunal de Justiça do Acre promoveu na tarde da última terça-feira, 24, o lançamento da 4ª Edição do Projeto “Infância Literária”. O programa busca incentivar a leitura entre crianças e adolescentes do estado, reconhecendo nas atividades educacionais e literárias um pilar fundamental para a educação e a cidadania.

O evento, ocorrido no Palácio da Justiça, Centro Cultural do TJAC, contou com a presença, entre outros, da conselheira do CNJ Luciana Rocha (TJDFT) e coordenadora do Núcleo Judiciário da Mulher do TJDFT; da assessora-chefe do gabinete da conselheira do CNJ Renata Gil, Cibele Coelho; das juízas de Direito Andréa Brito e Stéphanie Wink. 

A ação foi direcionada a 27 alunos do 5º ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental “Chico Mendes”, juntamente com representantes da Instituição de Ensino (IE). Os alunos receberam livros infantis com temas históricos e científicos, além de exemplares da Cartilha Brasilzinho Cidadania, publicação em quadrinhos que tem como objetivo ensinar conceitos de cidadania, justiça e direitos de forma lúdica e acessível, principalmente para crianças e adolescentes.

Em seguida, os estudantes assistiram a um pocket show no qual os artistas acreanos Dinho Gonçalves e Marília Bonfim misturaram música e contação de histórias do livro “Historinhas Indígenas da Floresta” (Editora Pulo do Gato, 2021), uma compilação de histórias escritas por crianças de povos originários do Brasil, inclusive do Acre. Os contos, lendas e histórias infantis foram reunidos pela escritora e educadora paulistana Mariana de Oliveira.

Antecedendo à atividade cultural, no entanto, as magistradas conversaram em linguagem simples com os estudantes, expressando alegria pelo encontro e destacando a importância da leitura e dos estudos para realização dos sonhos de cada estudante presente, bem como para o próprio exercício da cidadania.

Na ocasião, a desembargadora Regina Ferrari, coordenadora da CIJ e vice-presidente do TJAC, destacou que a literatura infantil e seu “papel transformador na educação das crianças é um dos pilares mais importantes da formação humana”. “Quando uma criança abre o livro, ela não está apenas colhendo páginas, ela está abrindo portais para mundos infinitos, desenvolvendo sua capacidade de sonhar, questionar e compreender o mundo ao seu redor. Um livro vale ouro, crianças”, disse. 

“Lembrem-se de que, pelo estudo, pela leitura, vocês vão se transformar em quem vocês quiserem ser. Acreditem, alimentem os sonhos, porque eles se realizarão, basta vocês quererem. E que vocês possam ser soldados da paz dentro do lar de vocês, dentro do colégio em que vocês estudam. Que vocês possam semear a bondade e ser como sementinhas do bem.”

A conselheira do CNJ Luciana Rocha se disse extremamente feliz pela oportunidade de participar do evento e constatar o grau de proximidade estabelecido pelo Poder Judiciário do Estado do Acre com a comunidade estudantil, indo além do mero exercício da jurisdição e protagonizando o desenvolvimento socioeducacional. “Estou emocionada de ver aqui as crianças tão próximas ao Poder Judiciário. A educação transforma. O ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça, acredita muito no poder da educação e sempre nos fala que temos que conversar exatamente com as crianças, com os adolescentes, para que a gente possa construir um mundo melhor. E a gente consegue, sim, transformar o mundo”, afirmou.

Diretora da Escola Chico Mendes, a pedagoga Maria de Lourdes Almeida elogiou a iniciativa e ressaltou que as atividades têm muito a acrescentar à formação educacional dos estudantes, ao mesmo tempo em que contribui para proporcionar uma experiência lúdica e divertida, fora das redes sociais e do mundo virtual da internet. “Acrescenta muito, porque hoje, como a gente vive num mundo muito tecnológico, as nossas crianças também vivem voltadas para isso. Então, iniciativas como essa de incentivo à leitura, são imprescindíveis para a formação de nossas crianças, para que elas tenham um universo mais vasto, para que elas possam desbravar esse mundo. Quando você faz esse incentivo para o gosto pela leitura, pelos livros, é sempre uma atividade muito importante”, considerou.

Amanda Freire Pessoa, 10 anos, é uma das alunas que participaram da ação no Palácio da Justiça. Ela comenta que adorou a atividade e a forma como os artistas realizaram o storytelling, aliando a música à contação de histórias, interagindo com a plateia, em um momento de aprendizado lúdico e prazeroso. “Eu amei. Foi muito dinâmico, teve música, contaram histórias. Então, foi muito legal, porque toda criança tem que ler, toda criança tem que escutar, ler estórias. Isso é uma coisa que eu vou levar pra minha vida adulta, porque eu quero ser professora um dia”, disse. 

Arte do Ser

Ainda na terça-feira, a coordenadora da CIJ participou, juntamente com a conselheira Luciana Rocha, a assessora do CNJ Cibele Coelho e a juíza de Direito Stéphanie Wink, de mais uma ação do projeto “Arte do Ser”, instituído pelo TJAC com a premissa de que a concentração, a disciplina e a criatividade são resultados da expressão do lado artístico das crianças, adolescentes e jovens em acolhimento institucional, gerando consequências positivas para o desenvolvimento educacional e o convívio social das participantes.

Nesta edição, foi realizada uma Oficina de Fuxicos às internas da Casa Abrigo Lar Ester. O fuxico é uma arte têxtil tradicional brasileira na qual pequenos círculos de tecido são transformados em peças decorativas ou utilitárias, caracterizando-se por seu formato franzido e volumoso. Além de desenvolver as habilidades das participantes, a ação também lhes proporciona capacitação para a realização de atividades artesanais que possam lhes constituir uma futura fonte de renda.

Marcio Bleiner Roma / Fotos: Gleilson Miranda | Comunicação TJAC

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