Com 25 anos de história no rádio, o programa tem levado informações sobre o Poder Judiciário à população acreana
“Uma pequena luz na escuridão jurídica das pessoas”, foi com essa premissa que em 15 de agosto de 2000, a partir de uma conversa informal entre juízes, defensor, procurador e uma promotora surgiu o programa Audiência Pública, na Comarca de Cruzeiro do Sul, sendo apresentado na rádio Verdes Florestas. Neste ano de 2025, em que completa 25 anos de história no rádio, o programa foi inscrito no banco de Boas Práticas do Poder Judiciário, coordenado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Preocupado em informar o cidadão sobre os seus direitos e deveres, à época, o juiz de direito Cloves Ferreira, em parceria com o defensor público Alberto Gomes, o procurador Álvaro Pereira, a promotora Alessandra Garcia Marques e o então juiz Luís Vitório Camolez, atualmente desembargador do TJAC, idealizou o programa. No início, o projeto foi batizado de Vagalume — nome sugerido por Alberto Gomes — simbolizando a ideia de que a rádio poderia ser uma luz frente aos desafios enfrentados por uma população desassistida de informações jurídicas adequadas às suas realidades.
Atualmente, o programa é apresentado todas as segundas-feiras, às 15h, na Rádio Difusora Acreana (1.400 AM), em Rio Branco, pelo juiz Cloves Ferreira, com o apoio do servidor e jornalista do Tribunal de Justiça do Acre, Marcio Bleiner, juntamente com o advogado Marco Aurélio Flores. A iniciativa integra o rol de programas sociais do Poder Judiciário Acreano.
O juiz Cloves Ferreira compartilhou a trajetória do programa, desde a sua criação até o formato atual. Segundo ele, o conteúdo é transmitido ao vivo, sem um roteiro fixo. A equipe, que já possui ampla experiência na área, segue uma estrutura básica com abertura, leitura de notícias do site do Tribunal e entrevistas — tudo de forma espontânea e sem edições.
A iniciativa também mantém diálogo constante com instituições como o Ministério Público, a OAB, a Defensoria Pública e a Procuradoria, cujos representantes têm presença cativa nas edições do programa.
“Como eu já fui jornalista e também professor, eu tenho uma experiência, e portanto o programa vai fluindo. O professor Marco Aurélio, que também é advogado e faz parte da equipe, também atua no ramo da comunicação, inclusive chegou a trabalhar na comunicação do Exército, enquanto o Marcio Bleiner, que é radialista e jornalista, vem tocando esse trabalho com a gente também há bastante tempo. É assim, com essa espontaneidade, o ‘Audiência Pública’ acontece”, contou o magistrado.
Servidor e jornalista da Secretaria de Comunicação do TJAC, Marcio Bleiner participa do programa desde 2012, quando ingressou no Tribunal, e compartilhou um pouco da sua experiência ao lado do juiz Cloves Ferreira.
Segundo ele, o Audiência Pública é uma ferramenta importante de diálogo direto com a população, especialmente sobre temas jurídicos do cotidiano que afetam as comunidades mais vulneráveis.
“Falar com as pessoas que vivem nos municípios mais distantes, nas comunidades mais isoladas é o que torna o programa Audiência Pública tão especial. É um espaço de diálogo e de orientação jurídica para aqueles que, muitas vezes, não têm acesso a outros meios de informação, senão o rádio”, ressaltou.
Além disso, há um planejamento em andamento para expandir a atuação do programa nas plataformas digitais, como Instagram e TikTok, com o intuito de diversificar e ampliar o público.
Bleiner também celebrou o reconhecimento do programa pelo CNJ. “É uma grata surpresa saber que agora nós estamos inscritos no Banco de Boas Práticas do CNJ. Essa é uma ação que a gente sempre teve certeza de que daria bons frutos. O reconhecimento pelo que fazemos é um orgulho imenso e prova de que todo o trabalho realizado durante esses 25 anos valeu a pena”, declarou.





