Juíza de Direito Marilene Zhu, titular da Vara de Proteção à Mulher de Cruzeiro do Sul palestrou para grupo reflexivo com autores de violência doméstica, em atividade da campanha Agosto Lilás, na quarta-feira, 13
Na quarta-feira, 13, a juíza titular da Vara de Proteção à Mulher e Execuções Penais de Cruzeiro do Sul, Marilene Zhu realizou palestra para grupo reflexivo de autores de violência doméstica da Central Integrada de Alternativas Penais (Ciaps). A atividade aconteceu no auditório do Sest/Senat faz parte das ações de conscientização da campanha Agosto Lilás, pelo fim desses crimes.
Na atividade, realizada pelo Instituto de Administração Penitenciária (Iapen), a magistrada alertou para o aumento dos crimes de perseguição (stalking) e o descumprimento das medidas protetivas. A juíza citou dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública para alertar sobre o crescimento desses crimes.
Segundo o Anuário apenas em 2024 foram registrados 1.492 feminicídios e quase 4 mil tentativas. O perfil das vítimas é majoritariamente de mulheres negras (63,6%), jovens entre 18 e 44 anos (70,5%), assassinadas dentro de casa (64,3%) por companheiros ou ex-companheiros (79,8%), usando principalmente arma branca (48,4%) ou arma de fogo (23,6%). A cada minuto, ao menos duas pessoas acionam o 190 para denunciar violência doméstica, totalizando mais de 1 milhão de chamadas em 2024.
Além disso, Marilene destacou a importância de denunciar e romper o silêncio. A magistrada enfatizou que “o silêncio não protege” e que expressões como “em briga de marido e mulher não se mete a colher”, contribuem para a normalização da violência. O combate aos estereótipos de gênero precisa ser fortalecido, para que frases assim sejam desmistificadas.



