Com mesa-redonda, a juíza titular da Vara de Proteção à Mulher e de Execuções Penais de Cruzeiro do Sul, Marilene Zhu, encerrou ciclo de palestras voltados a conscientizar população para enfrentar a violência doméstica e familiar contra à mulher
Em 2024 o número de mulheres perseguidas por companheiros cresceu 18,2% em relação a 2023 em todo o Brasil. Os casos de violência psicológica e feminicídios também subiram. Ainda conforme o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025, o país teve o maior número de estupros e estupros de vulnerável da história, 87.545 meninas e mulheres. Realidade aterradora, que precisa ser combatida com julgamentos, punições, denúncias e processos de conscientização que estimulem mudanças de comportamentos.
Para alertar sobre a importância do papel da sociedade no enfrentamento a esses crimes, a Vara de Proteção à Mulher e de Execuções Penais da Comarca de Cruzeiro do Sul encerrou o ciclo de atividades educativas pela campanha Agosto Lilás, com mesa-redonda aberta à comunidade em geral, na quinta-feira, 28, no auditório do Senac.
A titular da unidade, juíza de Direito Marilene Zhu, juntamente com o promotor de Justiça Thiago Salomão, a defensora pública Camila Albano, o delegado Vinícius Andrade da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher da cidade, e a vice-prefeita de Cruzeiro do Sul, Delcimar Leite, participaram do diálogo.
Marilene reforçou a importância da união de esforços entre instituições públicas, sociedade civil e a comunidade para enfrentar a violência contra mulher. Durante todo mês passado, o Judiciário do Acre por meio da Coordenadoria Estadual das Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cosiv) realizou ações para marcar a campanha que busca conscientizar e combater essas violências.
Nesse sentido, a unidade especializada na área da Comarca de Cruzeiro também fez programação de atividades educativas dialogando com alunos, profissionais e população. Com a palestra “Colocando a colher para proteger a Mulher”, a magistrada abordou assuntos como igualdade de gênero, aumento no descumprimento de medidas protetivas.




