Em reunião, foi abordada a importância do fortalecimento de parceiras para enfrentar esses crimes
Abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes, adoção ilegal, tráfico de pessoas e trabalho análogo à escravidão são práticas que podem estar atravessadas pelo crime do tráfico de crianças e adolescentes, especialmente, na nossa região, que é tríplice fronteira. Para debater a questão, a Coordenadoria da Infância e Juventude (Coinj), do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), recebeu, nesta sexta-feira, 7, integrantes da Organização Internacional para Migrações (OIM) e da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH).
A visita dá continuidade a parceira que a Presidência do TJAC que articulou com os órgãos para o desenvolvimento de ações de combate ao tráfico de pessoas no estado, realizada no início do mês. Mas, o diálogo de hoje acrescenta o foco nas crianças e adolescentes.
A vice-presidente do TJAC e coordenadora da Coinj, desembargadora Regina Ferrari, discorreu sobre a importância do fortalecimento da rede interinstitucional para enfrentar esses crimes e ainda destacou a relevância das iniciativas de educação, “só vamos mudar esse quadro pela educação e inclusão”, comentou Ferrari.
O juiz auxiliar da Vice-Presidência do TJAC, Bruno Perrotta, também apontou a necessidade de agregar outras instituições envolvidas no sistema de Justiça, para melhorar as ações de prevenção e enfrentamento a esses crimes. Afinal, o tráfico humano é um crime complexo, silencioso e os processos de migração humana, estão aumentando diante das crises humanitária e ambiental.



Fotos: Elisson Magalhães/Secom TJAC