Parceria entre instituições leva prática jurídica às comunidades e fortalece formação de futuros profissionais do Direito
O Tribunal de Justiça do Estado do Acre (TJAC), em parceria com a Universidade Federal do Acre (Ufac) – Campus Floresta, realizou na última sexta-feira, 7, em Cruzeiro do Sul, a primeira edição do projeto Justiça em Movimento: Júri Simulado na Comunidade. A iniciativa une saber jurídico, arte e participação popular, aproximando acadêmicos e sociedade do cotidiano do tribunal de júri e fortalecendo a formação cidadã.
O projeto é idealizado pela juíza Gláucia Aparecida Gomes, titular da 1ª Vara Criminal da Comarca de Cruzeiro do Sul, e pela professora doutora Fabiana David Carles, coordenadora do curso de Direito da Ufac/Campus Floresta. A proposta busca integrar o ensino jurídico à vivência prática, estimulando protagonismo estudantil e ampliando a compreensão da comunidade sobre o funcionamento das instituições de justiça.

Experiência prática e envolvimento
O júri simulado apresentou um caso fictício de feminicídio consumado e foi inteiramente conduzido pelos acadêmicos do curso de Direito:
- Acusação / Ministério Público: Elissandra Souza (6º período)
- Defesa Técnica: Eduardo Rocha (10º período)
- Assistente da Vítima: Fernando Pedroza (10º período)
- Presidência da Sessão: Joab Souza (2º período)
Bastante feliz com o resultado da iniciativa, a juíza Gláucia Gomes destacou o desempenho dos participantes e o impacto da atividade. “Estou imensamente orgulhosa dos alunos da Ufac que participaram do nosso primeiro Júri Simulado. Foi inspirador testemunhar a seriedade com que abraçaram o projeto. Eles desenvolveram cada papel no Plenário com extraordinária competência, profundo comprometimento e notável eficiência. A dedicação e o talento que demonstraram reforçam a importância desta parceria e o futuro brilhante desses acadêmicos”, reveolui a magistrada.
Também acompanharam a atividade o promotor de Justiça Flávio Godoy e a defensora pública Camila Albano Gonçalves, que contribuíram com orientações técnicas e institucionais ao longo de toda a sessão.

Aproximação com a comunidade
Para os estudantes, o projeto representa uma oportunidade rara de vivenciar a dinâmica real do Tribunal do Júri. A aluna Elissandra Souza, que atuou como Promotora de Justiça, destacou o impacto da experiência. “Nunca havia assistido a um júri e precisei pesquisar todo o rito para me preparar. O processo de estudo e atuação foi extremamente valioso. A proposta do projeto nos impulsiona a olhar para o futuro e refletir sobre nossos caminhos profissionais. Foi um prazer enorme participar”, destacou.
Parceiro no projeto, o promotor de Justiça Flávio Godoy ressaltou a relevância pedagógica da iniciativa: “Iniciativas como esta aproximam a comunidade acadêmica dos profissionais que atuam diariamente no Sistema de Justiça. A vivência prática proporciona aos estudantes uma compreensão real de como são realizados os julgamentos e contribui para a formação de futuros operadores do direito conectados com a realidade. Além disso, oferece a oportunidade de conhecerem melhor essas carreiras, auxiliando-os em suas escolhas profissionais”.
O sucesso do primeiro júri simulado confirma a relevância do projeto para o diálogo entre universidade, instituições jurídicas e sociedade. Novas edições já estão previstas, consolidando um espaço permanente de educação jurídica popular, disseminação de conhecimento e formação prática de futuros profissionais do Direito.




Fotos: cedidas