Acre marca presença no 18º Fonamec e reforça compromisso com a cultura da paz no Judiciário

Representado pela desembargadora Denise Bonfim, o Acre reforça sua atuação com o avanço dos métodos consensuais no Judiciário brasileiro

O Poder Judiciário do Acre participou do 18º Fórum Nacional de Mediação e Conciliação (Fonamec), realizado em Mato Grosso, representado pela desembargadora Denise Bonfim, coordenadora do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec) do Tribunal de Justiça do Acre. O encontro, encerrado nesta sexta-feira, 28, reuniu cerca de 200 representantes de praticamente todos os tribunais de justiça do país, consolidando-se como o maior espaço nacional de discussão e fortalecimento da política de autocomposição.

Durante três dias, o Fonamec promoveu reflexões, trocas de experiências, oficinas, debates e apresentação de pesquisas, sempre com o foco na evolução dos métodos consensuais dentro do sistema de Justiça. A pauta central foi o fortalecimento da cultura da pacificação social e a busca por soluções que aproximem o Judiciário da população, oferecendo caminhos mais ágeis, humanos e eficientes para quem busca resolver conflitos.

A desembargadora Denise Bonfim destacou a relevância do encontro para o aprimoramento das práticas adotadas no Acre. Para ela, a participação no Fonamec reafirma o compromisso institucional com o diálogo, a modernização e a ampliação dos serviços oferecidos pelos Cejuscs. “É um momento de aprendizado e alinhamento nacional, que nos permite aprimorar estratégias e fortalecer o propósito maior da mediação e conciliação: promover soluções que pacifiquem, acolham e gerem resultados reais para as pessoas”, afirmou.

Debates estratégicos e fortalecimento institucional

No último dia do evento, coordenadores dos Nupemecs de todo o país participaram da reunião administrativa do Fonamec, dedicada ao planejamento e à criação de novas comissões temáticas, entre elas, a de casos complexos e a de indicadores estatísticos. A iniciativa, segundo o presidente do Fórum, Erik Simões, é essencial para acompanhar novas demandas e aprimorar continuamente o sistema autocompositivo no Brasil.

“O Fonamec já conta com diversas comissões, mas a evolução da política de consensualidade exige atualização permanente. Cada nova comissão nasce para fortalecer ainda mais o modelo de solução adequada de conflitos”, observou.

Oficinas, grupos focais e construção de indicadores

A programação incluiu oficinas práticas e grupos focais que estimularam o debate sobre desafios, oportunidades e métricas capazes de melhorar a entrega dos serviços de mediação e conciliação. Os participantes também acompanharam a apresentação de resultados preliminares de uma pesquisa conduzida pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) sobre o funcionamento e os impactos dos Cejuscs em todo o país. Na etapa qualitativa, pesquisadores conversaram com coordenadores e mediadores para capturar percepções e desafios da política de consensualidade na prática.

Andrey Alexander Oliveira de Santana | Comunicação TJAC

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